100% loira, *ALTA* & £ou¢@



"I'm the grain of sand becoming the pearl"
(Pearl. Paula Cole Band. Amen,1999)


sábado, novembro 26, 2005

Seu filho feio e louco ficou só, chorando feito fogo à luz do sol...


Pensei hoje em como perdi meus amigos...Como perdi todos eles conforme o tempo foi se passando e como não fiz nada para evitar.
Cá estou eu, sozinha. Eu que sempre tive medo da solidão não soube conservar as pessoas que arduamente se aproximaram de mim. Porque ei de concordar que não sou bem o que se chama de simpática, e menos ainda fácil de lidar. Talvez em algum momento tenha sido, mas não sou mais...
A primeira grande amiga era a Ana Paula, a melhor amiga da segunda série. A gente não se desgrudava, viviamos uma na casa da outra. Tudo o que eu tinha pra aprender de errado naquela época aprendi com ela. Mas enfim, a família dela voltou para Santa Catarina. No começo trocamos algumas cartas, que foram ficando cada vez mais raras, até acabarem. Há um tempo atrás ela veio pra cá e foi tão estranho...Eu não a conhecia mais.
Mas aí vieram as amigas da sexta série. Amanda, Luciana e a Luciana. Éramos um quarteto e tanto. Foi com elas que eu matei a minha primeira aula, foi com elas que dividi a emoção do primeiro beijo, com elas que fui nas primeiras baladas. Mas aí, terminou a oitava série. Cada uma foi parar em uma classe em escolas diferentes. Enquanto eu insisti em continuar a ser uma moleca meio CDF, elas cresceram. Arrumaram novos amigos, com interesses mais parecidos com os delas do que os meus. E hoje, uma está morando em Lavras, a outra continua estudando para passar no vestibular e a outra, apesar de morar a algumas ruas de casa, simplesmente não quer mais sair comigo. Às vezes nos telefonamos, às vezes promovemos uns encontros, que não passam de lembranças vagas do passado, ou planos para o futuro.
Aí vieram os amigos da Igreja, e as amigas do colegial. Da primeira categoria a única que sobrou foi a Juliana, da segunda, não tenho sequer seus telefones. Mais ou menos na mesma época tive os amigos das baladas, das cervejadas. Noites de porre, finais de semana de festa. Todos sempre prontos para ir a algum lugar. Eu era tão feliz...Até que um dia eu estraguei tudo e, inevitávelmente tive que sair fora, me afastar. Desses, o único que ainda aparece de vez enquando e me chama pra sair é o Rafael. Mas coisa rara.
E agora, eu tenho os amigos da faculdade, que vão durar até a formatura e depois....Depois existe aquele monte de empecilios, aquele monte de desculpas, é o tempo, o trabalho, a distância, o pedágio...Tudo isso que me afastou dos outros. Como eu me sinto sozinha...e a culpa é toda minha.
Eu poderia ter me adaptado aos atuais amigos da Juliana e voltar para a vida agitada de "pessoa da comunidade", mas eu não consigo. Eu não consigo mentir pra mim. Eu poderia ter combinado de sair com meus amigos da faculdade, mas eu não tenho um tostão pra pagar pedágio e sei que provavelmente eles já tem programas com outros amigos. As coisas sempre foram assim, eu fui a amiga dos amigos. Mas também, eu sempre os abandonei. Deixei de ligar, deixei de escrever, deixei de me interessar pelas coisas que eles se interessavam. E cá estou eu, sozinha...Eu que sempre tive medo da solidão, me tranquei nas quatro paredes do meu quarto, me preocupei demais em estudar, em trabalhar e esqueci de viver, não soube conservar aquilo que era mais precioso, aquilo que valia de verdade. Transformei meus amigos em fotos estáticas no Orkut, em lembranças de um passado que não volta mais.
E agora, agora já perdi a cara de pau da juventude, já estou cansada demais e dura demais para sair por aí fazendo amigos.
Meus programas viraram um porre, que não se assemelham nenhum pouco com os porres de antes, na época em que eu não me importava com o lugar, não me importava com o tempo, na época em que eu sorria demais. A TV virou minha companhia, agora passo os sábados indo dormir à dez horas da noite, cansada demais para sair...Cansada demais pra tudo.
Agora eu tenho um churrasco pra ir. Aquela coisa de sempre, aniversário de vizinho... Os mesmos lugares, as mesmas pessoas...Eu to muito de saco cheio de tudo isso. Eu só quero me divertir um pouco, coisa que eu não faço há muito, muito tempo....


Postado pela fértil mente da Nany às 19:51 | solta o verbo!::


quinta-feira, novembro 17, 2005

No taxi que me trouxe até aqui...


Enfim, meu projeto experimental terminou. O vídeodocumentário: O Azul do Amanhã: A pintura de Egas Francisco está finalizada. E, modéstia a parte, ficou bem feito, tem apenas um detalhe de audio q não ficou legal, mas ficou bom.
Daqui um mês estou formada e desempregada. Ano que vem é ano de começar tudo de novo, o pior é que não sei por onde começar.
Sei que estou cansada, preciso de alguns dias de férias, alguns dias de praia para comemorar ou poucos quilos a menos. É...estou fazendo regime e de verdade!!!! Caminhando, fechando a boca e tomando um remédio para dar uma força.
Mas como estava dizendo, não sei por onde começar, preciso de sonhos novos. Nunca fui de sonhar muito alto e ter desejos impossíveis, na verdade não sou muito de ficar sonhando, gosto de impor metas e, preferencialmente, cumpri-las. Mas agora preciso de metas novas, preciso de um novo rumo...Bom, o plano A é voltar pro curso de inglês, e dessa vez levá-lo a serio e depois, quem sabe, uma arriscada no exterior.
Acho isso importante antes de casar e ter filhinhos...Opa, claro que quero, quero muito virar uma esposinha com família, filhos...Toda a vez que penso nisso lembro da última frase de Memórias Póstumas de Brás Cubas...E, ao contrário dele, quero deixar meu legado (por pior que ele seja).
Egoísmo, né? Penso que ter filhos é um ato muito, muito egoísta, principalmente para a mulher. Mesmo àquelas que abandonam seus filhos, no fundo elas sabem que são seus, que aquela pessoa é um pedaço dela...No fundo é um porto seguro, ter um filho é ter alguém que vai te amar incondicionalmente e, no final das contas, sempre vai estar do seu lado, por mais longe que esteja, é alguém que por mais que o tempo passe vai depender de vc por algum motivo. É uma sensação de q vc está se eternizando através de outra pessoa...
É, ser bicho é muito mais fácil, não pensa sobre isso...Procria-se e pronto.

Falando em egoísmo, cheguei a conclusão que sou egoísta camepeã e egocêntrica também. E acho q penso que sou muito mais do q sou de verdade....

Enfim, não vim aqui pra falar sobre isso, mas falei...E encerro o post ouvindo uma música com meu nome e olhando pra minha foto na tela do micro.


Postado pela fértil mente da Nany às 20:27 | solta o verbo!::


Sobre mim:
Nome: Daiane B. Parno
Nascida em: 25 de junho de 1984, na cidade de Joaçaba (SC)
Vivendo: Entre as rodoviárias de Campinas, Americana e São Paulo
Fisicamente: Loira, 1,76m e uns 68 kg
Estado civil: Completamente apaixonada

Amo ou odeio:

Engenheiros do Hawaii
Meus amigos
Cervejada
A redação
Sentar na calçada pra tomar chimarrão
Meu namorado
(Simpsons)

TPM
Perder o controle
"Desde sempre"
Regime
Falsidade e mentira
Mundo fashion

O que eu faço?

Jornalista - formada pela PUC-Campinas e trabalhando onde dá...